segunda-feira, 22 de junho de 2009
Café Com Letras
sábado, 20 de junho de 2009
Cair na Rede
É isso que propõem o projeto de Adriano José da Silva, “Fanzines na Rede”
Mariana Serafini
“Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz Humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou pelos poros, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer aos outros, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada”.
O trecho acima de Eduardo Galeano no Livro dos Abraços mostra a ânsia de expressão que o livreto chamado fanzine representa. O jovem formando de Ciência da Computação (CC) em parceria com seu irmão Márcio José da Silva, estudante de Desenho Industrial resolveu criar um sítio na internet para catalogar e divulgar fanzines.
“É fato que a divulgação de fanzines é bastante limitada. A idéia fundamental era de criar um catálogo online para facilitar a divulgação, um espaço gratuito para aglutinar toda essa informação, nós já pensávamos em fazer isso há muito tempo, mas só no ano passado concretizamos a idéia”, afirmou Adriano.
O site consiste, a princípio, em um catálogo virtual. Qualquer fanzineiro – nome que se dá à produtores de fanzine – pode preencher a ficha de inscrição no site e disponibilizar seu produto na internet, tudo gratuitamente. O objetivo dos irmãos Silva é aglutinar um grande número de fanzines e divulgar essa arte para o mundo.
O projeto não faz parte de nenhuma pesquisa acadêmica, foi por hobby mesmo que eles resolveram desenvolvê-lo. O resultado da dedicação dos dois veio em janeiro deste ano, quando foram convidados à expor o trabalho na VI Bienal de Arte, Ciência, Tecnologia e Cultura da União Nacional dos Estudantes.
Durante a bienal a dupla entrou em contato com fanzineiros do Brasil todo, muita gente aprovou a idéia e também quis fazer um cadastro no site. Tamanho foi o sucesso eles começaram expandir horizontes, além do catálogo, querem num futuro não muito distante desenvolver um acervo virtual. Um espaço onde consigam fazer um apanhado histórico sobre fanzines e resgatar exemplares já extintos.
“Na verdade essa tarefa de fazer resgate histórico é um pouco complexa e delicada de se fazer, eu e meu irmão acreditamos que esse resgate poderia ser feito através de meios mais eficientes e dedicados, como uma pesquisa acadêmica, por exemplo, ou por uma instituição especializada. O que nosso projeto tem a oferecer nesse caso é o suporte para a disponibilização desse conteúdo”, disse.
Os dois idealizadores do projeto estão atualmente desenvolvendo seus respectivos trabalhos de conclusão de curso e não disponibilizam de muito tempo para fazer absolutamente tudo o que desejam no projeto.
Quando tentei acessar o site obtive a mensagem, “em manutenção”, é exatamente o que estão fazendo durante as poucas horas livres. Devido à procura o banco de dados começou a não funcionar tão bem. Eles tiveram que interromper o funcionamento por um tempo, para elaborar novamente a maneira de se cadastrar. Mas pretendem, dentro de poucas semanas já ter o espaço virtual funcionando novamente.
Apesar de gostar tanto da arte dos fanzines, os irmãos não produzem nem um. “Já tentei várias vezes, tive uns poucos títulos, mas prefiro fazer a parte chata do negócio que é a programação”, brinca o formando em CC.
O primeiro fanzine foi criado nos Estados Unidos em 1929, mas o uso em massa se deu na França durante os movimentos de contracultura em 1968.
Passaram quase dez anos na inércia e ressuscitaram no final dos anos 70 em Londres, o mais conhecido era o Punkmagazine.
A prática surgiu como um meio de comunicação alternativa, impedidos de expressar suas idéias na grande mídia, jovens do mundo todo aderiram o movimento fanzineiro e passara a utilizá-lo não só como forma de protesto, mas também de divulgação de bandas, filmes, livros, ideais vegetarianos, feminismo, estória em quadrinhos, entre outros assuntos encontrados ainda hoje, nos “zines” espalhados mundo afora.
A vontade de se expressar à qualquer custo sempre foi grande, tanto que normalmente o fanzineiro produz o zine sem ganhar nada em troca, além do reconhecimento de quem o lê.
A onda chegou em Foz do Iguaçu por volta dos anos 80, as duas principais publicações eram “Cacete na Mídia” do atual vereador Nilton Bobato, na época vocalista da banda de heavy metal Mortal e “Mova-se Caralho” idealizado pelo atual jornalista Zé Beto Maciel. Seguindo o estilo zineiro os dois faziam críticas sociais e divulgação da cena undeground existente na cidade naquela época.
O site pode ser acessado através do link WWW.fanzinesnarede.org ou pelo blog www.fanzinesnarede.blogspot.com.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O papel das religiões na opressão da mulher
Deus, à imagem e semelhançado homem?
Para Mary Daly, a complexidade das representações do divino das religiões monoteístas (judaísmo,cristianismo e islamismo) tem sua origem no poder unilateral androcêntrico (centrado no masculino). Portanto, a mediação com o sagrado, o sacerdócio, passa a ser exercido exclusivamente pelo homem. Se as mulheres não são suficientemente capazes para a mediação com o divino, está legitimada a opressão e a desigualdade nas relações de gênero. No livro "Beyond Deus, o Pai", a autora diz: "Uma vez declaradas “não aptas” para o sagrado, ficam numa posição de sofrerem sob o sagrado. Esta prática está coerente com a compreensão do sagrado como masculino. Deus é projetado como homem nestas religiões, que, por sua vez, legitima a centralidade no macho na sociedade: o sacerdote é homem, o rei é homem, os profetas são homens, os salvadores são homens... “Enquanto Deus é homem, os homens serão deuses”".
Uma das principais características de qualquer doutrina religiosa é exercer forte influência nos padrões de comportamento moral e social na população que pratica a sua fé. Desde que os primeiros hominídeos associaram fenômenos da natureza a “entidades” sobrenaturais para poder entendê-los, criaram também normas de conduta que imaginavam poder agradar a estas entidades. Quanto mais assimétricas se tornam as relações de poder entre os membros de uma sociedade, mais esta sociedade usará do artifício religioso para impor diferenças entre seus membros. E notadamente, sobre a mulher. Desta forma, quanto mais “evoluídas” as relações sociais, mais as religiões buscam regras e leis visando enquadrar a mulher nos papéis convenientes para a sociedade. E nada melhor para justificar este convencimento do que a vontade divina. A concepção de Deus muda segundo a concepção da humanidade a respeito de si própria. O que a observação nos demonstra é que inicialmentea ideia de Deus era feminina, já que associada à concepção e geração. Isto até a humanidade entender que a geração de bebês era conseqüência do ato sexual. Conforme mudam as percepções do homem sobre si mesmo, mudam também suas ideias sobre Deus. Ou o homem muda sua concepção sobre Deus, que ele concebe à sua própria imagem e semelhança.
Como a maioria dos brasileiros criados e educados à sombra de valores morais do cristianismo, as mulheres têm sua primeira relação com o divino em uma figura masculina. Um único Deus homem, severo, vingativo, que tudo vê e que condena a maioria das coisas interessantes, entre elas sexo, diversão, prazer e iniciativas. E para entender o papel da mulher para as diversas, correntes religiosas que o Brasil conheceu e conhece em sua história, é preciso entender cada momento político vivido e as necessidades da sociedade deste momento.
Duas correntes religiosas influenciaram majoritariamente a formação do povo brasileiro: a católico-cristã e a africana, uma vez que a população indígena foi parte dizimada, parte aculturada através da catequese. A miscigenação étnica e cultural da população provocou o fenômeno que conhecemos por sincretismo religioso. Exemplo maior deste caldo é a umbanda, doutrina genuinamente brasileira, com pouco mais de um século de existência, que mistura elementos esotéricos, católicos, espíritas kardecistas, das pajelanças indígenas, e do yorubá. Mais fiel a suas raízes, as chamadas religiões afro-brasileiras conservaram não só seus elementos originais mas também os valores morais dos grupos que aqui aportaram escravizados para servir de força de trabalho durante o Brasil colônia. Hoje, segundo o Babalaô Clóvis do Aganjú, de Nação Oió, “O Brasil é o país com o maior número de católicos praticantes das religiões afro, atualmente freqüentando as sessões de descarrego das igrejas evangélicas.” Eis aí a explicação para os milhões de católicos auto-declarados nos censos e igrejas católicas vazias em seus cultos dominicais.
(texto 2)
''Quanto às mulheres, que elas tenham roupas decentes e se enfeitem com pudor e modéstia. Não usem tranças nem objetos de ouro, pérolas ou vestuário suntuoso; pelo contrário, enfeitem-se com boas obras, como convém às mulheres que se dizem piedosas. Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda submissão. Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Que ela conserve o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. e não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que permaneça com modéstia na fé, no amor e na santidade''
Quando, no século VXI, os portugueses invadem o continente recém ''descoberto'' e para cá enviam os degredados, criminosos e aventureiros pouquíssimas mulheres havia entre eles. Os homens que vieram foram responsáveis por estupros, raptos e inúmeras violências contra índias, o que resultou na imensa miscigenação do povo brasileiro. As mulheres enviadas mais tarde, com a finalidade de estabelecer uniões conjugais eram, igualmente, mulheres que ?não faziam falta? á sociedade portuguesa: Órfãs, criminosas, prostitutas, adúlteras. De forma que as relações que se estabeleceram por aqui não eram nada parecidas com os casamentos da metrópole. O território só começou a ser efetivamente colonizado em meados do século XVI, com o envio de religiosos determinados a implantar a moral da corte na colônia. Uma das primeiras providências foi instalar uma pesada taxa para os concubinatos, que beiravam 80% das relações estáveis; Depois, passaram a reforçar a importância da família patriarcal nuclear, instituir as ordens religiosas, e implantar, por aqui, os conceitos morais dominantes na Europa.
Com a chegada dos escravos africanos, outras idéias religiosas vieram a incorporar-se na sociedade brasileira. Mesmo proibidos de exercer seu culto, misturando suas divindades aos santos católicos, a influência da religiosidade e da cultura africana na sociedade brasileira é inquestionável. O trato do homem branco com a mulher negra, além de toda a carga do preconceito racial e religioso recebeu ainda o ''reforço'' da encíclica papal que afirmava ''Não existir pecado ao sul do equador'', já que negros e índios não possuíam alma. Enquanto nos matrimônios a idéia de pecado e a repressão faziam do sexo algo penoso para as mulheres e tedioso para os homens, as mulheres negras, com outro conceito de sexualidade,relacionavam-se com os homens brancos. Com ou sem vontade. Afinal, não tinham alma, mas possuiam corpo! As mulheres negras, portanto, eram destinadas ao trabalho, sexo e reprodução. Não tinham direito à família e seus filhos, as vezes filhos também do senhor de escravos, podiam ser arrancados para venda.
Nas religiões politeístas, originárias de civilizações ditas primitivas, as mulheres exerciam papéis diversos dos homens, mas nem por isso, menos relevantes. A lenda da criação do mundo, segundo a religião Yorubá, na vertente Nação Cabinda (RS), só é transmitida por tradição, de Babalaorixás (pais-de-santo) para seus Yalorixás (filhos-de-santo).
No início, Olorum tinha e contemplava todo o universo, mas estava entediado. Um dia, ele olhou para a Terra, viu o mar, e achou-o lindo! Recolheu sua espuma, e dela criou Yemanjá, para que ela usufruísse de tudo o que havia na terra. Mas Yemanjá caminhava pela praia, banhava-se no mar, e não sorria. Então ele buscou um punhado de areia do fundo do mar e criou Oxalá. Os dois se encontraram, e ouviram de seu deus a sentença: A terra é de vocês, desde que cumpram minhas três leis: Não plantem mais do que possam colher, não cacem mais do que possam comer e não queiram mais do que possam usar. Enquanto os Yorubás cumpriram a sentença, a vida foi boa; Havia caça e pesca em abundância, e o que eles plantavam nascia.. Mas seus filhos e netos dividiram-se em nações, e depois começaram a brigar por cobiça. Aí vieram outros homens, e com eles a escravidão. Enquanto houver cobiça, haverá escravidão. (relato verbal de Oldair de Oiá, Babalaô).
Nas religiões afro-brasileiras, pais e mães-de-santo gozam de igual prestígio, e no Orumalé (conjunto de santidades) os orixás têm prerrogativas semelhantes. Sem contar que Yemanjá é considerada a mãe da criação. O contato com o catolicismo, entretanto, fez com que alguns tabus cristãos fossem incorporados, como a proibição do exercício dos cultos pelas mulheres menstruadas, ou a diferenciação das vestes (calças para homens e saias para mulheres). De qualquer forma, a lenda da criação Yorubá é certamente das mais feministas e libertárias, além de extremamente atual: Quem dera que a humanidade não desejasse mais do que necessita... Sobre a homoafetividade, outro tabu recorrente nas religiões monoteístas (que dão ao sexo a finalidade básica da procriação), os yorubás têm outra visão. Ogum, filho dileto de Yemanjá, guerreiro conceituado, tem uma relação homoafetiva com Odé; No candomblé, Oxumaré troca de sexo no outono e na primavera, o que aponta para a bissexualidade. As lendas nos dão conta ainda de inúmeros casos de disputas amorosas, traições, separações, paixões, protagonizadas indistintamente por divindades homens e mulheres, sem a moralização e culpabilidade habitualmente atribuídas neste tipo de situações em estórias ocidentais.
Mais um produto do caldo cultural religioso brasileiro, as igrejas evangélicas misturam em seus cultos elementos do cristianismo protestante, da umbanda e do espiritismo. Como não existe um órgão ou poder centralizador, cada igreja na prática é uma religião autônoma e independente, com culto, liturgia e regras morais próprias.
O resgate do pecado original
Originária da reforma protestante, com ênfase em conceitos bíblicos patriarcais, reproduz a opressão masculina mais arcaica. ''Mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos'', parece ser o dogma central norteador das relações entre homens e mulheres. Como os evangélicos acreditam em possessões e realizam exorcismos, episódios como estupros e violência sexual podem ser explicados como influência demoníaca e resolvidos através de intervenções espirituais. É comum a culpabilização da mulher neste tipo e casos, como ''provocadora'' da situação: volta-se a idéia da mulher que induz o homem ao erro, ao pecado. Já os casos de violência doméstica tendem a ser caracterizados como problemas a ser resolvidos entre o casal, por meio de preces e orações. A indissolubilidade do casamento é obrigatória. Em sua maioria, mulheres também não ascendem a postos de sacerdócio, entre os evangélicos chamados de pastores. São no máximo obreiras, ou auxiliares.
Em momentos de crise, quando se acirram as condições de vida, nota-se um ascenso da credibilidade religiosa. Que também é mais forte nas populações mais desfavorecidas de poder econômico e políticas públicas. Quanto maior a ignorância de um povo acerca de seus direitos, maior também a aceitabilidade de dogmas e regras morais rígidas, buscando satisfazer suas raivosas divindades. É a expiação das culpas, o velho pecado original. Afinal, não só a maternidade deverá ser dolorosa: O homem também deverá ''comer o pão com o suor de seu rosto''.
O recente caso da excomunhão de uma criança de nove anos, grávida em decorrência de estupro, e de toda a equipe que lhe prestou assistência reacende o debate sobre a crueldade de determinados dogmas e de seu impacto sobre a vida das mulheres. Foram culpabilizadas todas as pessoas envolvidas, menos o homem estuprador. Até que ponto a intolerância da igreja teria o direito de obrigar uma criança de nove anos a correr risco de morte para gerar filhos que ela não optou por ter? Quem determina como deverá reagir a mulher vítima de estupro? Mais: Já que se arvora a legislar, porque a Igreja isenta de punição o homem, causador de toda a tragédia?
Que Deus, caso ele exista, ajude a humanidade a desfazer os conceitos que seus (em tese) filhos criaram para usar em seu nome.
Regina Abrahão é do Rio Grande do Sul, funcionária pública estadual, dirigente de políticas sociais do
Semapi, da CTB e do PCdoB de Porto Alegre, coordenadora do núcleo Cebrapaz, estuda Ciências Sociais na UFRG.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Consciência Negra
Uma pareceria da Monarfi (Movimento Negro de Foz do Iguaçu) com a Banca C.D.R e a UJS (União da Juventude Socialista) com apoio da Fundação Cultural. As atividades começaram logo cedo, desde as 10h as pessoas já estavam confraternizando, enquanto as mulheres veteranas preparavam uma deliciosa feijoada para ser servida na hora do almoço.
A tarde as atividades continuaram, contaram com a participação especial da banda de reggae Raizen com músicas que valorizam a união, e a tríplice fronteira.
Seu Raimundo, presidente da Monarfi e anfitrião conselheiro quando se trata de Consciência Negra fez questão de discursar em repúdio ao preconceito e ao racismo. Os meninos do grupo de rap A.D.P (Aliados da Periferia) mandaram um som revolucionário assim como os MC´s Lizal, Santiago e Guilherme também deixaram suas mensagens de paz e união.
A empolgação, e o respeito pela data estavam explícitos, além do mais, todas as músicas enfatizavam a questão da formação cultural, da união, da desigualdade social e do quanto é importante os moradores da periferia lutarem por seus ideais.
O evento foi até tarde, a última atividade foi a apresentação de dança africana e o encerramento ficou por conta de Seu Raimundo, sempre muito respeitado pela comunidade.
Esse mês de novembro teve algo especial no dia 20 um sentimento de mudança, a vitória do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama traz uma nova perspectiva. Mas o debate vai além, em momento algum deixaram de lembrar das lutas do povo brasileiro e de exaltar a história de Zumbi, símbolo da revolução negra.
Adultos, jovens, velhos e crianças, negros ou não, não importa, o sentimento era um só, a luta contra o racismo está só começando! A vontade de alcançar uma sociedade igualitária é clara e forte. Este domingo ficará marcado como um dia de festa entre tantos virão quando esse objetivo for alcançado.
Faichecleres em Foz do Iguaçu
foto: www.faichecleres.com.brIndecentes, Imorais e Sem-Vergonhas eles desembarcam em Foz sexta-feira para uma apresentação no Mago Bar. A banda curibana vem direto da Calçada da Fama apresentando as novas canções Augusta e Triangulo amoroso, além das clássicas, Ela só Quer Me Ter, Santa Rock´n´Roll, Novo Terno Velho, a Boca Dela, entre tantas outras que compõem o irreverente repertório do bom e velho rock´n´roll.
Os ingressos antecipados custam R$10,00, no primeiro lote de 100 e concorrem a um CD da banda, estão disponíveis na Huany Tattoo Studio, Dragon Black Tattoo Studio e Mago Bar. No dia custará R$20,00. Entrada proibida para menores de 16.
São 10 anos de estrada, cigarros e cervejas geladas, influenciados principalmente pelos Quatro Garotos de Liverpool, sem deixar de lado o toque brasileiro do rock gaúcho e da jovem guarda.
Em 2007 o baixista Giovani Caruso deixou o trio, mas o carioca Emídio Jorge voltou de Londres onde estava estudando Produção Musical e assumiu as cordas do baixo e o backing vocal. Também no ano passado tiveram indicação ao VMB MTV de melhor clip independente com a Música Metida de Mais.
Mariana Serafini
Baixe os CD´s da banda
http://rapidshare.com/files/16229751/Fa
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Polícia tenta deter Dom Quixote o Cavaleiro Andante
Estava eu, passeando tranquilamente, numa manha fria, quando vejo uma multidão aglomerada em uma esquina, e no meio uma dupla de mendigos, com camisetas rasgadas, calças sujas, um deles com uma panela toda amassada na cabeça encima de carrinho de juntar papelão. Me aproximo para ver o que é, me deparo com uma peça de teatro. Plena manha de sábado e as pessoas que saíram as ruas fazer suas compras param para assistir ao espetáculo teatral “Das saborosas aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança – um capítulo que poderia ter sido”.
“Não, olha: é brincadeira, só aqui acontecem essas coisas mesmo, nem a arte os caras não respeitam mais!”, disse indignado um escritor local. Um estudante de história, chorava, de indignação, não entendia como a ignorância podia tomar conta de tal forma das pessoas.
Mariana Serafini
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Alunos Comemoram Dia do Estudante

“O objetivo de atividades como essa é a integração dos alunos de várias escolas e também, dar um incentivo para que eles comecem a se movimentar e criar as mini atividades dentro do próprio colégio, hoje nós tivemos uma participação legal e os grupos de debate foram bem produtivos” afirmou Sergio Santander, diretor da UPE.
Para que tudo corresse da melhor maneira possível, vários estudantes universitários das faculdades Uniamérica, UDC e Unioeste ajudaram na organização, desde preencher as fichas de inscrição até preparar os lanches, tudo foi feito pelos alunos. O evento contou ainda com a presença do ex-vice-presidente regional da UPE, Pablo Braga Machado, que ressaltou a importância do movimento estudantil para a melhoria da educação.
Ao final, foram feitos os encaminhamentos das propostas definidas nos grupos de debates. E definido o que realmente será bandeira de luta para o próximo ano no Movimento Estudantil em Foz do Iguaçu.
No dia 11 de agosto, é comemorado o dia do estudante porque nessa data em 1937 foi fundada a UNE (União Nacional dos Estudantes). Completou nessa semana 71 anos de luta, de resistência. A primeira grande bandeira foi em1952 “O Petróleo é Nosso”, atualmente exige que sejam abertos os arquivos militares da Ditadura. Sobreviveu aos Anos de Chumbo na clandestinidade, lutou pelas Diretas Já, pelo voto aos 16 entre outras. Sempre defendeu a opinião de que o jovem deve estar inserido na política, sem deixar a arte, a ciência e a cultura de fora, prova disso são as bienais que ja vão, ano que vem, para a sexta edição.
“A Une reúne futuro e tradição a Une é união”.
Mariana Serafini


